domingo, 30 de dezembro de 2012

A SAGA DA FAMIGLIA MONTICELLI, INTRODUÇÂO

 Tia Catarina, marco e exemplo desta "Famiglia"



A SAGA DOS MONTICELLI

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Queridos  primos , hoje depois de duas taças de vinho em conversa íntima com minha querida esposa , na sacada de nosso humilde lar , mas cercados de verde natural, vento que sopra , calor físico de 39 graus e 1000 de amor,  saudade e cumplicidade,   iniciamos um momento de reflexão sobre nossas vidas, futuro, presente e passado, este último sempre lembrado de coisas que nos dizem respeito,  mostrando, ensinando que a história , de uma estrutura de família, de nossas vidas, sempre estiveram rodeados de acontecimentos que marcam de um jeito peculiar,  cada um de nos , primos, tios, parentes em todas as esferas ...

 Ai  vai!!!!, Quem não se lembra dos dias que antecediam a morte do “porco” na casa de nosso avô
Pedro Monticelli, certa vez, meu irmão acordou de madrugada e foi dormir na casa do cachorro “rex “ que cuidava da segunda casa que tinha no terreno, ( o terreno de nosso avô era em tres partes)para ficar mais próximo do acontecido, a morte do porco por uma espetada na jugular.... até  hoje não sei quem o espetava, se era meu pai , o tio  Anibal....ou outro tio...

 Sei que o bicho dava só um grunido e pronto estava acabado. Lembro que teve uma vez em que erraram e o bicho sofreu,  gruniu muito até efetivamente morrer.

Depois era aquela festa, todos os primos reunidos na casa do nossos avós , cada um exercendo uma função , disciplinar, em relação as tarefas a serem executadas, para que o propósito daquela morte não fosse em vão.

Lembro que o Seu Pedrão , amigo da família que morava no final da rua Mal. Frota, sempre ficava com a cabeça do animal, o que ele fazia , ninguem sabia,  pelo menos eu não sabia, mas era dele aquela parte do bicho.

Nós os primos rodeados numa mesa feita com tabuões em cima de cavaletes, éramos a maioria os mais jovens, mas com a liberdade cedidas por nossos pais, a de pegar numa faca bem afiada para cortar a manta de toicinho e fazer os cubos para serem levados a grande panela de ferro que ficava ali, ao nosso lado, em cima de um monte de lenha, num braseiro só,  fervendo, para cozinhar o produto de nosso trabalho e mais tarde virar o famoso torresmo dos Monticelli, alguém duvida disto???,   esta expressão criei agora , que depois de anos, revendo algumas das nossas “atividades”,  nunca nos demos o merecido credito.

 Nossas primas mais “experientes” ajudavam na limpeza do ambiente e organização do espaço, junto com nossa avó Maria, matriarca que olhava tudo com serenidade e firmeza para que as atividades fossem cumpridas ao rigor. 

 A bacia com os sangue quase qualhando , misturado aos temperos de ervas finas , estas peculiares da tradição de uma família italiana , para mais tarde se tornar a mursilha ou chourisso, alem do “scudhigui”( não sei não, escrevi assim e o computador , não aceitou de nenhuma outra forma, então deixei assim mesmo).

 Nos éramos privilegiados, tínhamos um sitio dentro da cidade, na casa do avô Pedro, tínhamos jardim, pomar, horta e criadouros, (galinheiro), rsrsr. Ah! O porco vinha de fora, mas era sempre bem vindo pois naquele dia sabíamos que teríamos uma festa em família.

Nossa família sempre foi muito religiosa, e por morarmos muito próximos um dos outros no bairro Cristo Redentor para onde nossos queridos avós vieram se fixar depois de fazerem o êxodo do interior , nos deram este privilegio de podermos sempre nos reunir, sendo para esta festa particular, ou para os encontros de natal e ou o demonstração de grande espiritualidade.

Tínhamos na pessoa da tia “Catarina”,  a puxadora desta tradição exercida entre os italianos oriundos do veneto, a prática de rezar o terço em família,  coisa que posso lhes afirmar que nos dias de hoje ainda o faço , aqui agora longe de  vocês e de nossa grande família, pois esta tradição, sendo ela , talvez nos dias de hoje não tão bem aceita, é uma forma de resgatar aqueles belos e maravilhosos dias de convívio.

Não quero me ater somente as delicias que contribuíamos naqueles dias da matança do porco, tinham também os coelhos da tia Otilia, algo muito requintado para aqueles dias, feitos assados no forno de barro, ou as cucas de uva feitos pela tia Bambina, ( estou escrevendo o que me lembro, pessoal, não quero cometer nenhuma injustiça com nenhuma das tias, que por sinal, sempre foram prendadas, porque tiveram uma matriarca que sabia ensinar, nossa querida avó Maria Monticelli).

Alguem lembra do bolo de milho  feito pela avó Maria,  fubá  de milho este que era moído ali na pedra da moenda e colhido no quintal de casa???? Isto não tem preço, (master card, rsrsrsrsr)...... 

 Caríssimos primos, iniciei estes parágrafos, com muita saudade daqueles momentos em que vivíamos  juntos,  são lembranças que podem se perder neste tempo cronológico que nos assola a irmos sempre em frente, quase que implorando a esquecermos o passado,  lembranças que acredito por serem boas de convivio em família nos remetem a saudade de nossos queridos parentes que já se foram e tenho a certeza de que estão olhando por nós que aqui ainda estamos seguindo nesta linha do tempo.

 Abro aqui o espaço para que todos nossos primos e tios e porque não, os “novos” (sobrinhos) que ainda se dão a este luxo de poder expressar um sentimento tão nobre quanto é, a saudade e que a lembrança que dignifica, sendo esta, de coisas boas e lindas que aconteceram durante todos estes anos anteriores a este, espero ter desencadiado uma vontade em todos voces, para que cada um que queira expressar e relembrar estes momentos, tenha a coragem e escreva com vontade de deixar marcado e não se perder, estas recordações, e quem sabe assim podemos escrever uma parte da historia desta famiglia que merece um marco o da SAGA DA FAMILIA MONTICELLI......

Renato Monticelli
Vitoria ES

NA SEQUENCIA, assim escreveu minha irmã clarice.....


SAGA FAMILIA MONTICELLI

Acho louvável a iniciativa de meu querido irmão Renato transcrever acontecimentos oriundos da nossa infância  e formar através das contribuições de nossos parentes desde uma pequena lembrança à um fato acontecido, fotos...

Bem posso dizer que lembro muito pouco da minha infância, mas que tinha muita proximidade com os primos da família da tia Felicia, tia Amabile(falecida), tia Bambina, da tia Divina e tio Carlos(falecidos) e do Tio Anibal(falecido). Morávamos na rua Marechal Frota ao lado da casa dos nossos avós paternos Pedro e Maria Monticelli  e  outros primos moravam na rua de baixo Marco Polo onde nossa tia Felícia ainda mora. Lembro quando junto com meus primos Gerson, Airton(falecido), Ana, Solange, Fernando, Marisa subíamos nos pomares existentes da casa dos nossos avós Pedro e Maria esta já falecida, para comer os frutos ainda verdes e vinha o vovô Pedro com uma varinha a gritar: - não mexe ali, desce dali, sai dali, vocês me pagam... enquanto um o distraia os outros desciam das árvores e “pernas pra que te quero” cada um ia para algum canto se esconder e o vovô saia correndo atrás de quem estava na sua mira.

A vovó Maria era minha madrinha de batismo lembro-me vagamente dela, pois tinha 3 anos e comia terra vermelha e areia, por causa dos vermes. Disseram para a mãe que tinha uma simpatia se a madrinha fizesse um pão e me desse na boca, elas desapareciam e ela o fez numa forminha pequena e logo em seguida elas vieram por cima e por baixo, acho que tinha 5 anos quando ela faleceu de câncer na boca por problemas com  o dente de ouro.  

Também tem algumas recordações minhas de que gostava de brincar com os primos e meus irmãos em suas divertidas invenções como: na calçada em frente de casa jogar bolas de gude, tako, sapata, mamãe posso ir, andar de patinete,  confeccionar e soltar pipa no campinho a uma quadra de casa, andar de carro de lomba, escorregar com papelão na descida do morro, confeccionar trator com latas de azeite e brincar no porão de casa, empurrar uma roda de pneu com um arame e outras tantas...

E tinha uma brincadeira que gostava muito porque dava uma adrenalina enorme, um dos primos que não lembro quem, subia numa árvore de figueira que tinha num outro campo perto de casa, era amarrado uma corda bem grossa  num  tronco bem alto e na ponta de baixo amarrava-se  um pedaço de pau onde  a gente sentava e cada um experimentava a viagem  de ser empurrado no meio do mato como se estivesse voando, uma sensação maravilhosa de liberdade, formava-se uma fila enorme até alguém cair, então se encerrava a brincadeira, e para constar hoje em dia foram construídos prédios neste campo e preservaram a figueira,  fica no meio do condomínio, é algo impressionante.

Lembro de um episódio que marcou muito na minha infância pois convivia muito com  meninos inclusive meus irmãos, adorava jogar bola, seja futebol , voleibol, frescobol bobinho...mas a história é a seguinte: meus irmãos saíram de casa para pescar girinos em lagos num bairro longe de casa e também para juntar papel de cigarro, pois tinha um jogo que usávamos eles e eu  fui junto com eles e perdemos o horário da escola, a mãe estava louca atrás da gente e ninguém sabia onde estávamos, fomos repreendidos e apanhamos, mas eu principalmente era muito cobrada e repreendida por ser menina e estar junto com os garotos. A mãe dizia que tinha 5 filhos homens e eu não tinha atitudes de menina, aliás nunca gostei de bonecas e nem de brincar de casinha.

Outro fato muito marcante foi quando minha mãe deu a luz aos meus irmãos Régis e Rodrigo (gêmeos) eu tinha apenas 7 anos e me sentia responsável por eles, deixava de brincar para cuidar deles, e também não queria ir mais a escola, estava no segundo ano primário e várias vezes fugi da escola para ficar com eles e ajudar a mãe. Lembro que ia junto com meu irmão Renato e quando chegava perto da escola me dava um pavor e vontade de sair correndo e o fazia. Então passei a ir com meu tio Carlos e não adiantava fugia e ninguém me segurava.  A mãe me levou em psicóloga e nada foi constatado,  ela dizia que se não estudasse ia ser faxineira, mas era mais forte do que eu  até que um dia uma professora do primeiro ano, Dona Emilia disse para minha mãe e outros professores que eu precisava era de uma boa “surra”, então na hora de entrar pra sala de aula cercaram-me de todos os lados e não tinha por onde eu sair, então esta professora me puxou forte pelo braço, abriu a porta e me jogou pra dentro da sala e bati contra a mesa e me empurrou para sentar na cadeira, literalmente sofri uma agressão fiquei com hematomas no corpo, mas ninguém ousou ir contra seu gesto autoritário e ofensivo e me defender, todos assistiam ao espetáculo. E ali fiquei sentada, muda olhando para a janela e planejando minha fuga na hora do recreio, mas não o fiz apenas chorava. E aos poucos fui me interessando pelas aulas e fui deixando de lado a idéia de fugir da escola, minhas notas eram ótimas nos trabalhos e mesmo faltando uns 3 a 4 meses de aula, pois tive várias doenças neste ano: catapora, coqueluche, sarampo, caxumba, alergia e passei para o terceiro com ótimas notas.

Na nossa rua tinha muitos parentes, primos de 1º grau e 2º grau, com os quais brincávamos juntos e nos visitávamos mutuamente, mas também tinha um armazém da Dona Florinda em frente a nossa casa e esta era a portadora de dar informações para o nosso pai de tudo o q ocorrera no dia com a sua versão muitas vezes deturpada q deixava o pai muito irritado, as vezes apanhávamos sem saber o por quê, só depois q sabíamos como por exemplo: apanhei porque beijei no  rosto do seu Dalberão q morava no fim da rua, ele bebia e havia me dado uma porção de balas e chicle sem maldade, ele sempre distribuia balas para as crianças.

Certa vez também minha prima Salete que morava no mesmo terreno que o nosso me convidou para subir em cima do galpão onde guardava as ferramentas e fez a proposta para desenhar e fui, porém me desequilibrei e cai de costas, bati com a cabeça no chão fez um corte muito grande e sangrava muito, a mãe que estava grávida de + ou – 6meses ficou apavorada e colocou pó de café para estancar o sangue e pediu para os vizinhos da frente de casa me levarem no pronto socorro, eu não desmaiei e no carro eu só rezava para chegar em casa antes que o pai viesse do trabalho, pois sabia que iria levar uma surra pela travessura, quase infeccionou por causa do café, e por pouco não foi pior o resultado, pois faltou um centímetro para atingir a nuca e poderia ter sequelas irreversíveis, mas meu anjo da guarda estava comigo. Cheguei  em casa e me deitei no sofá e cobri a cabeça, e quando o pai chegou fingi que dormia, ele levantou o lençol e perguntou o que era aquilo para mãe e a culpou pelo ocorrido, é claro que ele já havia passado no armazém da Dona Florinda.

Gostava muito de visitar as primas Odete, Marlene e Nilza do Tio Carlos, eu tinha uns 10anos elas eram mais velhas e gostava de ouvir o que tinham para contar, e me convidaram para participar do grupo de jovens da Igreja Cristo Redentor eu aceitei e foi muito bom, pois convivia com pessoas instruídas, aprendi muito, vencer a timidez, a interpretar textos, trabalhos em grupo, falar em público, dar palestras... novas amizades, fez eu amadurecer precocemente e até em festinhas comecei a ir foi muito bom e importante pra mim.

Também tem uma lembrança a qual partilho com meus irmãos, a Tia Amabile trabalhava numa fábrica de chocolate Souza e Cia. na rua Alberto Silva, e levou vários sobrinhos à trabalhar lá, dos primos não sei quem foi mas meus irmãos Renato e Ronaldo e eu, achava o máximo ganhar um dinheiro meu com meu trabalho aos  11anos,  trabalhávamos nas férias da escola e foi lá que nossa tia perdeu a mão numa maquina de fazer massa.

 Um episódio muito triste que aconteceu em nossas vidas minha e dos meus irmãos foi quando a mãe teve um colapso nervoso e teve que ser internada para tratamento, eu assumi a casa e  meus irmãos menores, tive que faltar as aulas e toda noite juntos rezávamos o terço para sua cura e volta pra casa, a Tia Catarina sempre estava nos ajudando. A mãe queria ter uma casa só dela e não queria ter que dividir o pátio com outros, no caso Tio Pio e Tia Maria sempre gerava discussões. Então foi feita a proposta para o Tio Pio comprar a nossa parte e com a ajuda do Tio Marcos casado com a Tia Beatriz, ele achou uma casa no bairro Sarandi onde fomos morar  e meus pais moram até hoje. Mas deixa estar que esta mudança pra mim gerou um conflito muito grande, chorava dia e noite, não gostava daquele lugar, minha vida estava toda voltada para o bairro Cristo Redentor onde nasci e me criei até os  13 anos, minha escola, primos, amigos, grupo de jovens...Mesmo fazendo parte do grupo de jovens da Igreja Santa Catarina, conhecendo novas pessoas, formamos um time de voleibol e de futebol   o qual jogávamos em vários lugares, passeávamos com o grupo em seminários, fazíamos confraternizações, me sentia triste e infeliz , os primos que tinha neste bairro não tinha convivência, só pensava no dia em que iria trabalhar e cair fora dali, custou um pouco tive que correr atrás, comecei a trabalhar com 15anos e só com 20anos consegui ter o meu canto, foi uma vitória, uma conquista deveras desejada.


NIVER DO SEU ROQUE....

Hj se completa mais um circulo de uma vida , já se vão 74 anos , como o tempo passa rápido depois de um certo tempo, não é ? as vezes me vem algumas lembranças da minha infância onde recordo de momentos  lindos  em que pudemos participar juntos como por exemplo ir ao estádio do Beira Rio pela primeira vez, ver meu time do coração, você  fez eu ser colorado,  coisa que só consegui com um dos meus filhos , seus netos,  era Inter e São Paulo, placar 4 x 1 pra academia do povo,  com o tio Heitor , seu cunhado , no seu dkv vermelho , lógico que tinha de ser vermelho, por que todo colorado que se preze, deve honrar esta cor...

Outro momento marcante foi quando aos fins de semana , principalmente nos domingos , juntávamos os primos e  fazíamos dois ou até mais times para disputar uma partida de futebol no campinho de saibro, no final da rua mal frota, lembra disto? Dava-se um jeito de arrumar uma bola , de couro , dura, com câmara por dentro,  costurada , e engraixada com sebo de carne, Eu jogando com meu pai, que lindo... por sinal você chegou a ser jogador de time importante na sua época,  o Renner, é isso pai?? Num primeiro momento como centro avante, quando  ainda era fino, liso, depois mais no final da carreira quando o fino começou a dar lugar para uma bela silhueta, (rsrsrsr), passou a defender no gol, que ironia.

Tinha também os encontros nas tardes de domingos de gre-nal, que quando não íamos ao estádio do Beira Rio, para assistir,  nos reuníamos na sapataria do seu João e de lá torcíamos juntos pelo nosso time.

 Colaboração de meu irmão Ronaldo.....

SAGA DOS MONTICELLI

Agora são 00:00 , resolvi escrever um pouco sobre minha infância , juventude e vida atual , serão passagem pelo presente;  passado e futuro ..  vivo e faço parte desta nossa  FAMÍLIA MONTICELLI. Lembro que comentaram sobre o cachorro na foto tirada quando Eu apenas tinha 4 anos ... na calçada de nosso saudoso Avô Pedro , esse mesmo cachorro me aplicou uma mordida a qual permanece a cicatriz até hoje.. será que tomei vacina contra raiva na época ? Não lembro.. muito menos alguém sabe que fui mordido, isso porque acho que escondi isso de minha mãe e pai para não levar uma surra. Bem Eu tinha 4 anos e pouco me lembro do que realmente aconteceu na época...

Quero forçar a memória de vcs. sobre nosso passado... quem lembra de nossas aventuras a tarde depois da escola, quando iamos até o morro da pedreira ? Esse tipo de aventuras era freqüente em nossa infância, parece que naquela época não tinhamos medo de se perder ou de entrar em terrenos desconhecidos, campos, fazendas de mato fechado , levamos tiros de arma de “sal” fugíamos , corríamos em campos sem nenhum medo , e hoje,  o que fazem os nossos filhos? O quando saem a rua em frente de nossa casa ? O que dizemos? O mundo ficou pior a violência tomou conta de tudo ? Ou somos nós que mudamos? Onde está nossa coragem? Nossos filhos não são nosso sangue? Por que não deixamos sair e fazer tudo o que fazíamos? Perdemos nossa coragem? O que estamos ensinando a nossos filhos? O que vemos e ouvimos no noticiário da TV? É a essas perguntas que temos que refletir... Será que nossas “máquinas”, (patrolas de lata de azeite), carrinhos de lomba (rolimã), as caixas de papelão para descer os barrancos, foram extintas? Pior deixamos de lado nossa criatividade e entregamos para nossos filhos e os substituímos  por brinquedos eletrônicos, TV e VIDEO GAMES? Nós questionamos que seria melhor ? Desenvolver brinquedos de pau e lata de azeite ou ensiná-los a mexer em I-pod , MP3 , celular, TABLET  ?

Bem, aí diríamos que as coisas evoluíram, nosso tempo é outro,  nosso poder aquisitivo pode desfrutar muitas coisas novas e tecnológicas mas, o que quero vos dizer meus amigos é que  O VALOR destas coisas para Eles não tem o mesmo VALOR que tinha para nós quando nós mesmos construíamos os nossos brinquedos... nosso amor pelos nossos filhos hoje é o mesmo em qualquer circunstancia que nossos pais tinham por nós e Eles sempre nos deram o que tinham de melhor , por isso, é que nós adquirimos ao longo de nossas vidas o dom de dar VALOR,  digo que foram através destas coisas que aprendemos dar VALOR a tudo o que somos e passamos as pessoas que nos cercam  e na nossa FAMÍLIA.

Hoje somos o espelho do caráter de nossos filhos e filhas nosso DNA está presente na vida de nossos filhos, por isso, nos orgulhamos de nossas famílias, mesmo tendo alguns fora deste processo, ainda que, todos sabem que sempre há “desvios” em caminhos...

Mesmo assim somos  ADMINISTRADORES, EMPRESÁRIOS, MÉDICOS, ENGENHEIROS, CONTADORES, ADVOGADOS, HISTORIADORES,  COMERCIANTES, PROFESSORES, EDUCADORES,  MÚSCIOS, PADRES , PISICÓLOGOS , DENTISTAS, ARTISTAS,  ETC..  qualquer um destes títulos temos em nossa FAMÍLIA.

Ronaldo Monticelli     

 

A SAGA DOS MONTICELLI´s

QUERIDO PRIMO JAIME , bom dia !!!!!! VC ME FEZ CHORAR AGORA DE MANHA CEDO, POXA CARA PODERIA COMEÇAR MAIS LEVE !!!!!!!.......Que bela recordação documentada. Este foi o intuito de iniciarmos esta troca de emails , sempre recordando OS BONS MOMENTOS....
Por escrita e por documentos como este, formidável, este é o propósito. Vamos dar continuidade, gente, isto é, importante, é nossa “ famiglia”....Jaime, lhe passo alguns nomes que consegui identificar nesta foto, Seguindo da esquerda para direita.. Minha irmã Clarice, meu irmão Ronaldo com o cachorro no colo (lembrar do texto que enviei, já gostava muito deste bicho) rsrsrsr , Eu, depois Fernando, Flavio, Tua Irmã Rosane,  Milton do tio Carlos, Mariza, Marlene, Rogerio da Tia Paula, Ivani com bebe no colo, Ana Maria da Tia Amabile. La atras, Lourdes, a mais alta Bete do Tio Pio, Cecilia, Carmem, Seus dois queridos  irmãos, Beto e Enio “cebola”,  Beto e Geraldo da Tia Paula , La em cima na copa da Arvore tio Anibal.... muito legal.....

 

Primo,  agita os demais , vamos por no email tudo aquilo que já foi obra feita, escrita , realizada,  por todos os Monticelli´s....Jamais vou esquecer por exemplo de dois eventos realizados com intuito de juntar a todos num mesmo local , as festas que foram realizadas na Paroquia do Caravaggio, em jardim Aliança, e outra organizada por vc ali próximo ao Tumelero.  Sai aqui de vitoria, sem pensar duas vezes, fiquei de madrugada no aeroporto do RJ, para fazer a conexão, e assim chegar a tempo da festa. Demais primos ,  o que vcs estão esperando, é a nossa “  FAMIGLIA” , nos temos um nome, não importa que foi emprestado pela bendita vovó Maria.Vcs viram o anexo que enviei, os Monticelli´s não foram enviados e /ou  vieram para o Brasil, foram espalhados pelo mundo, EUA e fora os que ficaram na Italia. Quando estive por lá , nestes dois países (EUA  e ITALIA), tive  arrepios em ver nosso nome estampado no computador, em ruas, villarejos, vinhos...  Isto mexe com a gente.  É disso que precisamos , vamos arregaçar as mangas e fazer acontecer...

RECORDAR É PRECISO.... A VIDA É PASSAGEIRA...OS BONS MOMENTOS DEVEM-SE PERPETUAR.....

 
" A SAGA DOS MONTICELLI”
 
Colaboração do Jaime...

Primos!!!

Olha só a Raridade em anexo que estava guardada dentro de uma gaveta?! (a foto em anexo me foi enviada pela Maria, filha da Tia Helena) Chorei de tanta EMOÇÃO!!!! O meu vovozinho e minha vovozinha com seus netinhos! nunca imaginei que existisse uma preciosidade destas. Se existe esta, então devem ter outras abandonadas esquecidas dentro das gavetas destes monticellis...

 Vamos lá primos! Vamos escanear e tornar publico estas raridades!
Olha só, esta talvez a foto tenha sido tirada na época da "A SAGA DOS MONTICELLI" escrita pelo Renato!!!! Alguns primos na foto me são bem presentes, mas outros não consigo identificar. Alguém me ajuda?

Um Grande Abraço!

Prezados Primos, tios e sobrinhos...

Segue anexo uma introdução e dois registros sobre nossa família

Gostaria muito de que despertassem em cada um de vcs esta recordação e que cada um registrassem na sequencia dos fatos o que se recordam a respeito de tudo aquilo que nos pertence....Inclusive acrescentando algo mais que faltou em cada item relembrado por cada um de vcs sem se ater a formalidades de um “Best seller” e sim , simplesmente a narrativa nua e crua de recordações que depois de muita lembrança , ai sim escrevermos e marcarmos em um Livro  A SAGA DOS MONTICELLI, O que vcs acham vai ser sentido daqui para frente,

RENATO MONTICELLI

 

2 comentários:

  1. Prezados boa noite, peço desculpa incomodar vocês mas estou tentando encontrar a certidão de nascimento do imigrante italiano Giuseppe Monticelli, filho de Luigi e Angelina, casado com a Maria Pucci e que faleceu em Capão Bonito no 1913. Filhos e netos nasceram em Capão Bonito. Por acaso você tem algumas informação pra me ajudar a encontrar a cidada onde nasceu. Agradeço para qualquer ajuda!!! Laura

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  2. Olá Laura, sobre o certidão não tenho conhecimento mais oque eu sei é que Giuseppe teve um filho que é meu bisavó Aurelio Monticelli que era de Capão Bonito.

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